#5 FILMES QUE SE PASSAM EM NOVA YORK

Faz tempo que não se fala em Nova York por aqui. Por isso, tentei fazer uma lista dos 5 filmes mais relevantes, que se passam na Big Apple. Eu disse ‘tentei’, porque a lista que era pra conter só cinco filmes, foi pra vinte…and counting!rs

A impressão que sempre tive, é que tudo de mais interessante, sejam histórias de amor, desfiles, festas, aventuras, acontece em Nova York, já percebeu?! São tantos filmes de diferentes estilos que retratam a cidade, que a vontade que dá é de pegar o primeiro avião (sem passagem de volta) e ir voando pra lá, para aquela pequena ilha que abriga grandes sonhos.

Duvido você não se apaixonar por Manhattan depois de ler essa lista. Lembrando que ela foi feita baseada no gosto pessoal da #ArquitetaBlogueiraedoLar que aqui vos fala, ok?! Vamos aos Top Five!

  • Bonequinha de Luxo (1961): adaptação do livro de Truman Capote, Breakfast at Tiffany’s, teve atuação perfeita de Audrey Hepburn, que interpreta, de forma muito sutil, uma garota de programa (Holly Goligthly). A cena icônica acontece na abertura do filme, com o amanhecer no horizonte e a protagonista tomando seu ‘café-da-manhã’ em frente à loja da Tiffany & Co, na Quinta Avenida, vestindo um longo preto Givenchy, tudo ao som de Moon River. -tem no Netflix

  • Manhattan (1979): filme de Woody Allen do tipo ‘ame ou odeie’, que tem o diretor também como ator principal. É uma homenagem à sua amada cidade, filmado todo em preto-e-branco para realçar todo o charme de Nova York. A cena em que Isaac (Woody Allen) e Mary (Diane Keaton) sentam-se num banco à beira do rio, de frente para a Queensborough Bridge é um dos pontos altos do filme. Trilha sonora impecável! -tem no Netflix

  • Harry & Sally: feitos um para o outro (1989): comedia romântica que vai na contramão dos filmes ‘água com açúcar’, mostrando que o amor verdadeiro nem sempre é perfeito e que demanda uma boa dose de paciência e tolerância. Meg Ryan, que interpreta Sally, imortalizou a Katz’s Delicatessen, famosa por seu sanduíche de pastrami, na cena do fake orgasm. O restaurante fica na 205 East Houston Street.

  • Mens@gem para você (1998): divertido e romântico, mostra a relação de amor e ódio entre Kathleen Kelly (Meg Ryan) e Joe Fox (Tom Hanks), um romance através de mensagens nos primórdios da internet. O filme se passa no Upper West Side e mostra todo charme do bairro em algumas cenas clássicas, como: o capuccino que o par romântico do filme toma no Cafe Lalo, o passeio dos dois pela feira do bairro e finalmente, o encontro no Riverside Park, todo florido ao som de Somewhere Over the Rainbow. Lindo!

  • Hitch – Conselheiro Amoroso (2005): entre tantas opções, escolhi esse filme pra completar o Top Five, por ser o que mais mostra lugares clássicos de Nova York. Começando pelo passeio de jet ski pelo Rio Hudson até Ellis Island, posto de inspeção de imigrantes até 1954, por onde passaram mais de 12 milhões de pessoas; Restaurante Balthazar, onde Hitch se recusa a atender um cliente mau caráter; City Hall Park, por onde Hitch -‘bêbado’ de tanto anti-alérgico que tomou por causa da alergia a frutos do mar- e Sarah passam para chegar até o apartamento dela, que fica no Soho; Charging Bull, o famoso touro de Wall Street, onde Sarah encontra o mau caráter Vance; o Madison Square Garden aparece quando Allegra e Albert vão assistir ao jogo dos Knicks; o amigo de trabalho de Sarah marca um encontro para conhecer o famoso conselheiro amoroso e o local escolhido é o New York Zoo, que fica no Central Park. E a lista de lugares imperdíveis continua. Deu pra entender porque, além de ser muito divertido e ter uma trilha sonora incrível, tiver que deixar de fora alguns dos meus filmes favoritos e escolher Hitch?!rs

Bom, mas como eu disse, a lista de filmes se estendeu além do esperado. E pra não ficar só nas comedias românticas -meus preferidos- listei mais 15 títulos de diferentes gêneros pra vocês se divertirem nesse feriado: O Poderoso Chefão (1972), Os Embalos de Sábado à Noite (1978), Os Caça-Fantasmas (1984), Quero ser Grande (1988), Ghost (1990), Esqueceram de Mim 2 – Perdido em NY (1992), Amor à Segunda Vista (2002), Homem-Aranha (2002), De Repente 30 (2004), O Dia depois de Amanhã (2004), O Diabo veste Prada (2006), Sex and the City (2008), Um Senhor Estagiario (2015), A Travessia (2015).

E aí, consegui te convencer que essa cidade é realmente apaixonante?! Assiste um ou mais filmes dessa lista e depois me conta qual foi o preferido. Conhece outros títulos que esqueci de citar aqui? Comenta também!

Beijo, outro, tchau!

IN DA HOUSE: O APARTAMENTO DE CARRIE BRADSHAW

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E as comemorações dos 18 anos da estreia de Sex and the City se encerram no post de hoje com uma visita ao apartamento de Carrie Bradshaw: a mulher, o mito, a musa-mor!

O apartamento de Carrie é como sua vida: uma bagunça organizada (se é que isso existe!). E como uma boa arquiteta, começo analisando a planta.

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Achei linda essa ilustração do designer de interiores Iñaki Aliste Lizarralde, que tem um tumblr de plantas de apartamentos e casas famosas em series, filmes e programas de TV. Um verdadeiro artista, pra fazer um desenho tão rico em detalhes e proporções perfeitas, baseados nos cenários que vemos na tela mesmo.

Pela planta a gente vê que o interessante do apartamento de Carrie, é que você dá uma volta completa nele, passando por todos os cômodos uma vez só. Por isso a importância de se ter duas portas no banheiro?!rs Na verdade, as duas portas possibilitam usar o banheiro de duas formas: como suíte pro seu quarto ou como lavabo para convidados. É só fechar uma das portas e pronto!

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Logo na entrada, um aparador com o telefone, alguns quadros apoiados (que eu adoro usar nas produções de interiores também) e um abajur. Aliás, abajures e luminárias são super importantes num projeto de interiores. Eles criam ‘cenas’ e deixam os ambientes muito mais aconchegantes. Logo a frente, uma estante para guardar livros e revistas catalogadas (talvez ela não seja tão bagunceira assim) e um banco, para apoiar casacos, bolsas e mesmo revistas.

Do outro lado, a cozinha é emoldurada por dois nichos, com mais prateleiras para livros, luminarias e até uma bancadinha de leitura. Pouquíssimo utilizado pra sua finalidade, que é preparar os alimentos, o espaço tem tamanho confortável e é todo nesse tom amarelinho, que dá um ar antigo aos armários. A iluminação que vem do armário superior e ilumina a bancada é o ponto alto do ambiente.

Na sala, a maioria dos móveis são em madeira com ar cinquentinha. Poltronas e chaise estofadas em tecido e banquinhos com assento em palha, além da escrivaninha, de onde Carrie escrevia sua coluna semanal para o fictício jornal The New York Star, de frente para uma janela com cortinas listradas.

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O quarto fica totalmente integrado com a sala. Tapete listrado no pé da cama, penteadeira de um lado e cômoda do outro. A cabeceira foi feita com um grande aparador atrás da cama, que abriga mais livros e peças de decoração e serve como criado-mudo com abajur de um dos lados. Do outro, uma cadeira faz as vezes de criado, onde Carrie coloca o telefone retrô.

Até aqui, todo apartamento é pintado num tom bem claro de verde, até entrarmos no tão desejado walk-in-closet dos sonhos todo em cinza-azulado?! Se o espaço tivesse armários e pintura branca, com certeza não daria o mesmo destaque às roupas e foi por isso que Jeremy Conway, o criador de todos os cenários da serie, escolheu esse tom. E você, já pensou em ousar na cor dos seus armários? O resultado pode ser super interessante, hein.

Passando pela seleção de roupas mais lindas de todos os tempos, chegamos no banheiro. Bem ‘americano’, diga-se de passagem, com pastilha no piso, revestimento assentado em amarração nas paredes, lavatório de coluna antigo e banheira com cortina. Nada moderno, mas é charmoso e tem tudo a ver com o apartamento.

Quem ficou morrendo de saudades da serie, vendo essas fotos, levanta a mão! E agora que já mostramos os apartamentos de Charlotte, Samantha, Miranda e, finalmente, Carrie, qual o seu preferido?! Conta aqui pra mim!

Espero que tenham gostado dos posts, tanto quanto eu gostei de fazê-los! Beijo, outro, tchau!

IN DA HOUSE: O APARTAMENTO DE MIRANDA HOBBES

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E depois de vermos como viviam a princesinha da Park Avenue, Charlotte York e a descolada do Meatpacking District, Samantha Jones, chegou a hora de ir até o Upper West Side e conhecer o apartamento de Miranda Hobbes, a advogada sarcástica, descrente, porém divertidíssima. Minha preferida (depois da musa-mor, claro)!

Nas primeiras temporadas, quase não vemos o apartamento, que era bem mais simples. Mas logo que Miranda se torna socia do escritório em que trabalha, ela compra um belo local, num predio pre-war, no bairro chique e descolado de Manhattan, mostrando que, assim como seu estilo evoluiu ao longo da serie e ficou mais sofisticado, sua casa também refletiu essa evolução. Aliás, Miranda é a única das quatro amigas que contratou uma profissional para decorar seu apartamento (quem lembra desse episódio, no qual sua decoradora ‘rouba’ seu affair e até se casa com ele?! Poor Miranda!).

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Na sala, tons neutros, com algumas cores sóbrias nas almofadas e poltrona, com uma lareira linda desativada e o sofá de frente pra porta de entrada, que ‘recebe’ os convidados. A mesa de jantar em madeira ebanizada funciona mais como home office, do que para refeições (me identifiquei!rs). E esse cd player Bang&Olufsen, da quarta foto, que todos os pobres mortais no inicio dos anos 2000 desejaram ter?! A cozinha é toda charmosa com esse azulejos coloridos na parede e a bancada azul, sendo o único ambiente com uma cor mais predominante. No quarto, a cama com estrutura em ferro tubular (não confundir com essa) e colcha em tons de cinza. Sobre os criados de vidro temperado e madeira, abajures para aquecer o ambiente.

A decoração é leve. Nada de pinturas coloridas ou com papeis de parede. As estampas também ficam de fora e poucos e bons moveis preenchem os ambientes, todos bem iluminados com luz natural, além de varias luminárias para dar aconchego. São espaços sem exageros, mas muito bem resolvidos. Simples e diretos, como sua dona, que cumprem bem sua função.

De todos, e olha que ainda não chegamos ao final, esse é o apartamento que mais combina comigo, já que o da Charlotte é muito clássico: chique, porém antiquado e da Samantha é mínimal demais pra mim: prático, mas parece um quarto de hotel. Sem falar no da estrela principal, Carrie Bradshaw. Mas isso fica pra próxima semana, pra finalizar com chave de ouro nossas comemorações.

E você, qual apartamento mais gostou até agora?! Se conseguiu se decidir, conta aqui nos comentários!

Beijo, outro, tchau!

IN DA HOUSE: O APARTAMENTO DE SAMANTHA JONES

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Dando continuidade ao mês de comemoração dos 18 anos da estreia de Sex and the City, hoje é dia de conhecer o apartamento de Samantha Jones, a mais, digamos, ‘liberal’ das quatro amigas (dizem as más línguas, que ela era ninfomaníaca, mas adoramos ela mesmo assim).

Samantha é do tipo “ame ou odeie”, sem meio termo mesmo. Uma relações públicas independente, bem-sucedida, presença garantida nas listas V.I.P. de Manhattan. Vaidosa e super orgulhosa do próprio corpo no auge dos seus 40 e poucos anos, sempre quebrando tabus e mostrando toda sua ousadia através de suas roupas e estilo. Claro que Samantha não poderia viver por muito tempo no nobre e tradicional bairro do Upper East Side, e por isso na terceira temporada, ela se muda para um loft caríssimo no Meatpacking District, região na época ainda degradada pela prostituição em processo de revitalização e hoje point das melhores grifes, restaurantes e hoteis, mostrando que ela era uma pessoa antenadíssima e livre de preconceitos.

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O móvel de destaque no apartamento de Samantha não poderia ser outro, senão a cama. Nada de sofás, mesas e cadeiras, mas sim um espelho estrategicamente posicionado, além de uma poltrona e alguns pufes, para acomodar os convidados. A cama fica centralizada e coberta com uma manta vermelho intenso, nada discreta, como sua dona. Aliás, Samantha é a personagem que mais se arrisca nas cores em sua casa, com uma cozinha toda em azul-claro e banheiro com revestimento verde.

Outro detalhe interessante, é que, por ser um loft, os ambientes ficam integrados e por isso a ‘divisão’ de hall de entrada/corredor de circulação e quarto, foi feita por uma cortina em voil, instalada atrás da cama, fazendo as vezes de cabeceira também e criando um ‘filtro’, dando um ar misterioso para quem chega no apartamento. A combinação de todos esses elementos traduz perfeitamente a personalidade de sua dona. E isso é o mais importante num projeto de interiores: refletir os usuários em cada detalhe.

Gostou desse apartamento mais fresh e com cores pontuais? Ou ainda prefere o da Charlotte, mais neutro e requintado, que você viu nesse post da semana passada?! Comenta aqui ou espere até o próximo apartamento!

Beijo, outro, tchau!

IN DA HOUSE: O APARTAMENTO DE CHARLOTTE YORK

Há 18 anos, apareciam pela primeira vez na nossa televisão Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha. Era 06 de junho de 1998, a estreia de Sex and the City e para muitos, o inicio de uma nova era!rs O responsável pelos projetos dos ‘apartamentos’ mais desejados da época, foi o designer de interiores Jeremy Conway, que acabou criando mais do que cenários. Criou referencias de um ‘New York lifestyle’ ideal e que durante as seis temporadas mostrou a evolução da personalidade de cada personagem em seus apartamentos.

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E pra comemorar esse feito, o IN DA HOUSE vai mostrar tim-tim por tim-tim dos quatro apartamentos mais charmosos de NY, cada semana, uma personagem. Começando pela princesinha da Park Avenue, Charlotte York.

Charlotte trabalhava com curadoria de arte para uma galeria e por isso sempre esperei que seu apartamento fosse moderno, cheio de obras descoladas de novos artistas, mas ao contrario disso, seu apartamento refletia mais seu estilo pessoal: preppy e impecável, bem condizente com seu endereço: o Upper East Side nova-iorquino.

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O apartamento é todo em tons claros, bem feminino, com mobiliário clássico, cheio de detalhes delicados. O hall de entrada e o corredor que leva a suíte principal, são os únicos ambientes mais escuros, devido aos painéis de madeira que revestem as paredes, criando um contraste com o restante dos cômodos. A sala de jantar é bem iluminada, com cortinas em tecido nobre e papel de parede suave. As flores naturais mostram o cuidado de uma legítima ‘real housewife of New York’.

Longe de ser meu favorito, acho lindo e tenho que admitir que é a tradução perfeita de um apartamento pre-war numa das regiões mais nobres ($$$$) de Manhattan e apesar de não fazer meu estilo, arquitetonicamente falando, ele transmite uma paz, requinte e tranquilidade, que dá até vontade de ser rica e morar do lado direito do Central Park, nénão?!rs

E você, gosta do estilo-Charlotte-de-ser-e-viver?! Conseguiria manter essa organização e cuidado aos mínimos detalhes?! Conta aqui nos comentários o que achou desse apartamento.

Beijo, outro, tchau!