REFLEXÃO [FAÇA O BEM A VOCÊ MESMO]

“É curta demais a vida terrena para você se dar ao luxo de perder um minuto sequer em intrigas, maledicencias e malquerencias.
Quanto lucraria se evitasse, no dia-a-dia, esse veneno que aos poucos vai destruindo a sua felicidade…
Enquanto você pensa, fala e faz o que é mau, antes de prejudicar à sua vítima, está envenenando a si mesmo na digestão desse amargor que lhe fica no coração.
O mal que desejamos aos outros, permanece dentro de nós em forma de perigoso retorno.”

texto: J.S. Nobre

FLORAL NADA ROMÂNTICO

Fotos: Luigi Bianco

E a ‘saga’ à procura de uma casa antiga começou cedinho num sábado gelado de agosto. A primeira opção, do Luigi e minha, era uma casa com varanda, largos corredores laterais, um Fusca abandonado na garagem e uma senhorinha muito simpática, com “medo” de internet. O problema não foi a dona da casa, mas sua vizinha, que quase chamou a policia, caso quiséssemos fazer fotos ali na frente da casa. Seria trágico, se não fosse cômico!

Quem imagina que uma #arquitetablogueiraedolar passa por essas coisas, né?! Mas seguimos em frente. O look, vestido floral com blusa de gola alta por baixo, casaco estilo quimono de tricô, tênis e meias, pedia por uma casa que tivesse a beleza arquitetônica na sua essencia, escondida pelas marcas que o tempo deixou. A escolha não podia ter sido mais certeira! O sobrado da década de 40, na esquina da Rua Santos Dumont, com a Rua São José estava lá, pedindo pra ser fotografado. E seu dono, o senhor Bento, foi muito atencioso e bem-humorado em nos permitir fazer o ensaio.

O resultado foi incrível! O look casou perfeitamente com o cenário, a luz ajudou muito e esperamos ter conseguido passar toda singeleza e ao mesmo tempo, força, tanto da roupa, quanto da casa pra vocês.

Semana que vem tem mais! Beijo, outro, tchau!

O QUE EU USEI:

Vestido floral preto ZARA

Blusa de gola alta HERING

Tênis branco 100% JEANS FRANCA (olha só, eu ganhando recebidux, que chique!)

Óculos RAY-BAN modelo Hexagonal

AMODORO: O RETORNO DA FIORUCCI

Fundada em 1967 por Elio Fiorucci, a marca italiana de jeans foi, em seus tempos áureos, uma combinação de moda, cultura e lifestyle, que marcaram época.

Propagandas super irreventes, calças jeans com stretch modelando o corpo, mas como falar de Fiorucci sem citar os famosos querubins desenhados por Italo Lupi, inspirados no trabalho do artista renascentista Rafael. Claro que a marca vai muito além dos fofíssimos anjinhos, mas a pessoa aqui é fã de camisetas e neste caso, uma camiseta que é um sonho de criança dos anos 80!rs E foi depois que vi Gloria, filha de Marina Larroudé

Graças à Diretora de Moda do Departamento Feminino da Barneys New York, Marina Larroudé (orgulho de Araçatuba!), a seleção de marcas da loja ficou muito mais interessante, com novas grifes e o comeback de outras, como a Fiorucci. No site da Barneys você encontra varias peças da marca (incluindo a cobiçada camiseta, com anjinhos agora de óculos de sol) e com um detalhe importante: preços super possíveis.

Minhas peças preferidas? A camiseta “Vintage Angels”, claro e a calça skinny de cintura alta em vinil. E a sua?! Conta aqui!

Beijo, outro, tchau!

REFLEXÃO [A ARTE DE SOFRER]

“Habitue-se a conviver com a vida, sabendo que os seus caminhos são muito mais de espinhos do que de flores.

Deus dispõe as coisas de tal forma que não nos esqueçamos de que os sofrimentos purificam, aperfeiçoam e preparam o nosso espírito para melhor saborear as delicias da felicidade. E esta, para cada um de nós, deve ser muito mais uma conquista do que uma dádiva.

Assim como, se não houvesse a noite escura, não teria tanta beleza a luz do dia; assim também, se não houvesse o sofrimento, não poderia haver a alegria.”

texto: J.S. Nobre

A FOTOGRAFIA DE SLIM AARONS

Como eu estou toda envolvida com o tema ‘fotografia’, agora que temos a parceira do top fotógrafo Luigi Bianco, resolvi falar de um cara que fotografava um mundo glamoroso, estilo Instagram, muito, mas muito antes desse ‘mundo virtual’ (fake ou não) existir. Tô falando de Slim Aarons, o icônico image maker dos anos 50.

Slim Aarons começou sua carreira como fotojornalista da Segunda Guerra Mundial, mas foi entre as décadas de 50 e 80 que se tornou o fotógrafo preferido da elite internacional, clicando o high society se divertindo em suas mansões, praias, piscinas, mostrando o lifestyle invejado das celebridades pelo mundo.

Aarons comentou uma vez, que fotografava “pessoas atraentes fazendo coisas atraentes em lugares atraentes”, definindo perfeitamente seu trabalho, do qual sentia orgulho em nunca ter fotografado modelos, nem ter contado com a produção de stylists ou maquiadores para sua fotos. Um ótimo exemplo é a imagem ‘Poolside Gossip’, feita na Kaufmann House, projetada por Richard Neutra, onde a proprietária Nelda Linsk é uma das modelos da foto.

No ano passado, quando se comemorou o centenário de Aarons, sua ex-assistente Laura Hawks lançou o livro ‘Slim Aarons: Women’, que reúne imagens icônicas de mulheres/musas do fotógrafo. E este ano, o cineasta Fritz Mitchell lançou o documentário ‘Slim Aarons: The High Life’, que mostra os bastidores das fotos, depoimentos e detalhes de sua própria vida.

Falecido em 2006, Aarons prova que foi o fotógrafo mais cool de todos os tempos, com um trabalho cada vez mais reconhecido por ter capturado como ninguém a essência glamorosa do jet set internacional de uma época. Sua fotografia fazia com que pessoas bonitas, em lugares bonitos, parecessem estar tendo ‘the time of their lives’, num simples, porém perfeito, clique.

Gostou das imagens maravilhosas de Slim Aarons e quer ter uma também?! Alguns sites vendem as fotografias do artista, como Jonathan Adler, Photos.com e Yellow Korner. É só acessar e se deleitar!